O Entry/Exit System (EES, na sigla em inglês), novo sistema de controle de entrada de viajantes na Europa, entrou em vigor de forma definitiva no dia 10 de abril, após meses de testes e implementação gradual em aeroportos do continente.
Agora, com a obrigatoriedade total, o modelo passa a substituir de vez os carimbos nos passaportes, com a coleta automatizada de dados dos viajantes. Mas esse é o menor dos problemas. Até que o sistema esteja funcionando plenamente, o EES deve provocar longas filas no controle de imigração dos aeroportos.
As próprias companhias aéreas já recomendam que os passageiros reservem pelo menos duas horas para o procedimento, o que coloca em risco conexões mais apertadas.

Implementação do EES marca fim do carimbo nos passaportes na Europa
O que é o EES?
O EES é o sistema digital da União Europeia criado para registrar e armazenar dados de entrada e saída de viajantes estrangeiros. O modelo funciona de forma automatizada e integrada aos sistemas de controle migratório.
Ao chegar ao destino, o viajante deve registrar informações como o escaneamento do passaporte, biometria facial, impressões digitais e o local e a data da entrada, seja em um quiosque eletrônico ou com um agente de fronteira.

Quiosques eletrônicos do EES, em Lisboa
Esses dados serão reunidos em um banco central, que permitirá acompanhar o histórico de deslocamentos e o tempo de permanência de cada visitante. As informações ficarão armazenadas por até três anos (ou até o vencimento do passaporte) e poderão ser reutilizadas em viagens futuras.
Segundo a União Europeia, o objetivo é modernizar o controle de fronteiras, reforçar a segurança e melhorar o monitoramento das entradas no bloco.
Para quem vale o EES?
O EES vale para viajantes estrangeiros que entrarem em um dos 29 países do Espaço Schengen em estadias de curta duração (até 90 dias). Isso inclui brasileiros, seja em viagens de lazer ou de negócios.
Vale lembrar que o Espaço Schengen é formado pela maioria dos países da União Europeia, além de países que não fazem parte do bloco, como Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein.
Os países da União Europeia que não integram a zona livre de circulação são Irlanda e Chipre. Já o Reino Unido, que não faz mais parte da União Europeia nem do Espaço Schengen, fica totalmente fora do sistema.