Depois de incidentes recentes com power banks em aviões, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu mudar as regras para o transporte de carregadores portáteis. Duas das novidades são a proibição do recarregamento desses dispositivos a bordo e a sugestão de que não sejam usados para carregar outros eletrônicos.

O objetivo, segundo o órgão, é “aumentar a segurança das operações aéreas”. A revisão da Instrução Suplementar nº 175-001, que trata do transporte de artigos perigosos por via aérea, foi publicada no Diário Oficial da União neste mêse incorporou as novas especificações da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci) sobre o transporte desses itens.
Quais são as regras para transporte de power banks em aviões?
A Anac estabeleceu as seguintes regras para o transporte de power banks em voos nacionais:
- Power banks devem ser transportados exclusivamente na bagagem de mão (regra já existente, agora reforçada);
- Cada passageiro poderá transportar, no máximo, dois power banks;
- Os equipamentos devem ter capacidade de até 100Wh. Os modelos que tenham entre 100 Wh e 160 Wh precisarão de autorização prévia da companhia aérea. Já aqueles superiores a 160 Wh são proibidos e deverão ser descartados antes da entrada na aeronave;
- É proibido recarregar power banks a bordo da aeronave;
- Fica sugerido que power banks não sejam utilizados para carregar outros eletrônicos a bordo da aeronave;
- Os power banks devem estar protegidos contra curto-circuito, com os terminais isolados ou na embalagem original.
Segundo a Anac, as medidas buscam reduzir o risco de incêndios na cabine, uma vez que baterias de lítio “podem apresentar falhas que levam ao superaquecimento”.
A agência também orienta que os passageiros entrem em contato com as empresas aéreas antes de embarcar portando power banks. Isso porque cada companhia pode adotar medidas diferentes, com base em suas avaliações de risco operacional.