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Gol estreia nesta quarta-feira (08) voo direto Rio-Nova York e inaugura nova fase internacional

A Gol Linhas Aéreas inicia oficialmente, nesta quarta-feira (08), uma nova fase de sua história. A companhia realiza o voo inaugural entre o Aeroporto do Galeão e o John F. Kennedy International Airport (JFK), dando início às operações de longo curso e consolidando o Galeão como seu novo hub internacional.

A estreia será celebrada com uma cerimônia oficial às 17h30, no RIOgaleão, com a presença do prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, do CEO da Gol, Celso Ferrer, e do CEO do RIOgaleão, Alexandre Monteiro.

A rota para Nova York é a primeira de quatro operações intercontinentais anunciadas pela companhia neste ano. Além da cidade norte-americana, a Gol já confirmou voos para Lisboa, com início em setembro, Paris, ainda sem data divulgada, e ampliará sua oferta para Orlando.

Os números da nova operação

A ligação Rio–Nova York terá, inicialmente, três frequências semanais, utilizando um Airbus A330-300 configurado com 280 assentos, sendo:

  • 20 lugares na Business Insignia by Gol, com poltronas que reclinam até 180 graus;
  • 260 assentos na classe econômica.

A aeronave, que chegou ao Brasil nesta semana vinda de Madri, possui autonomia para voos de longa distância e representa a entrada da Gol no segmento de aeronaves de fuselagem larga (wide body). Até a chegada dos cinco novos Airbus A330-900neo, prevista entre 2026 e 2027, a operação será realizada por meio de um contrato de ACMI (Aircraft, Crew, Maintenance and Insurance) com a espanhola Wamos Air, empresa que também integra o Grupo Abra.

Nesse modelo, pilotos, comissários, manutenção e seguro ficam sob responsabilidade da Wamos, enquanto tripulantes da Gol embarcam para acompanhar a experiência do cliente e apoiar a operação.

Por que o Galeão?

A escolha do Rio de Janeiro como porta de entrada da expansão internacional foi resultado de uma combinação de fatores comerciais e operacionais.

O diretor comercial da Gol, Danillo Barbizan, explicou que a companhia já possui uma estrutura consolidada no Galeão, o que reduz a necessidade de criar novas conexões domésticas para alimentar os voos internacionais.

“Quando desenhamos Nova York, já pensamos em como trazer cerca de 40% do público que hoje precisa passar por Guarulhos. No Galeão já temos mais de 60% de participação e essa conectividade já está pronta”, afirmou Danillo na ocasião.

Segundo o executivo, além da demanda originada no Rio de Janeiro, a empresa aposta na alimentação da rota por passageiros vindos de outras regiões do Brasil e também de mercados como Argentina e Uruguai.

“O Rio sempre foi a porta de entrada do Brasil. O passageiro estrangeiro quer ficar no Rio, e essa demanda ponto a ponto é muito importante para sustentar o voo”, acrescentou.

Uma das rotas mais desafiadoras da aviação

Embora enxergue potencial comercial na operação, a Gol reconhece que Nova York está entre os destinos mais complexos para uma companhia aérea. Clima severo durante o inverno, restrições de slots e um dos espaços aéreos mais congestionados do mundo tornam a operação especialmente sensível a atrasos e cancelamentos.

Segundo Barbizan, esses riscos foram considerados desde o planejamento da rota.

“Quando você decide operar Nova York, precisa ter protocolos muito claros. A disrupção acontece, principalmente por clima, mas a gente não está começando do zero”.

Para minimizar esses impactos, a Gol aposta na estrutura compartilhada do Grupo Abra. A Avianca, também integrante do grupo, já opera regularmente em Nova York, o que permite aproveitar conhecimento operacional, equipes e processos já consolidados.

“Essa é a grande mudança estrutural. Você não precisa ter todos os recursos dentro da sua própria operação. Estando dentro do grupo, em uma emergência, você consegue acessar conhecimento e suporte”.

O executivo também destacou que a experiência acumulada por profissionais da companhia e do grupo foi determinante na construção da operação.

Nova experiência da Gol a bordo

 voo também marca a estreia da Business Insignia by Gol, nova cabine premium criada para as operações internacionais.

Entre os diferenciais estão poltronas-cama totalmente reclináveis, gastronomia assinada pelo chef Felipe Bronze, kits de amenidades, telas individuais de 16 polegadas, fones com cancelamento de ruído, acesso às salas VIP da Gol e parceiros, além de check-in, embarque e entrega prioritária de bagagens.

A expectativa da companhia é que a nova experiência ajude a posicionar a marca em um segmento até então inédito em seus 25 anos de história, marcando o início de uma estratégia que prevê que 25% da operação da Gol seja internacional até 2030.

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